Principais mudanças na EsPCEX e na AMAN após a entrada das mulheres


Em 2016, pela primeira vez na história, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército abriu vagas, em seu edital do concurso de admissão, para que as mulheres que preenchessem os requisitos previstos e fossem aprovadas em todas as etapas do certame, pudessem ingressar nesta que é a única porta de entrada do Exército Brasileiro para o ingresso na carreira de oficial combatente (leia esta matéria sobre o assunto no site do Exército). Desse modo, as 40 candidatas aprovadas ingressaram na EsPCEX no ano de 2017 e, após um ano de formação, prosseguiram na sua caminhada rumo ao oficialato, na Academia Militar das Agulhas Negras, a partir do ano de 2018 (veja aqui como funciona a formação dos Oficiais Combatentes do Exército) .


As primeiras mulheres a ingressarem na EsPCEX iniciaram o sua formação no ano de 2017, devendo ser declaradas Aspirante-a-Oficial no final de 2021.
Antes mesmo da apresentação das novas alunas lá na EsPCEX, as duas principais Escolas de Formação do Exército passaram por longos processos de estudos e adaptações, tanto das suas instalações, quanto das rotinas e metodologias de ensino a serem aplicadas, tudo com o objetivo de oferecer a melhor capacitação possível para essas que, ao final de 2021, serão declaradas as primeiras Aspirantes-a-Oficial combatentes do Exército Brasileiro. Desse modo, foram criados, por exemplo, novos alojamentos, para que as alunas tenham a privacidade necessária durante toda a sua formação. Nesses alojamentos, é terminantemente proibida a entrada e permanência de cadetes do sexo masculino, tendo sido criada um procedimento específico para que, quando necessário, essa entrada seja realizada por oficiais homens e cadetes que estão de serviço para, por exemplo, realizar revistas nos alojamentos, conferindo a limpeza e organização das instalações. Da mesma forma, é absolutamente vedada a entrada e permanência das cadetes nos alojamentos masculinos, salvo quando essas instalações forem ser utilizadas para a realização de alguma instrução geral ou formatura nas companhias, o que sempre é fiscalizado pelos oficiais instrutores. Além dos alojamentos, também houveram algumas alterações nas demais instalações das Escolas, como a criação de banheiros femininos nos parques de instrução e áreas de uso comum aos cadetes.

Outra mudança bastante significativa foram as seções de Treinamento Físico Militar (TFM), que são as atividades físicas realizadas diariamente pelos alunos com o objetivo de melhorar os seus condicionamentos físicos para que fiquem compatíveis com as exigências físicas das atividades militares. Num primeiro momento, não ocorreram modificações nos quadros de treinamento físico, ou seja, as mulheres realizavam as mesmas atividades previstas para os homens. Entretanto, ao longo do ano de 2017, foi constatado um grande número de lesões entre as cadetes e muitas tiveram dificuldades em se desenvolver fisicamente, tanto na parte cardiorrespiratória, através da prática de exercícios aeróbicos, como a corrida, quanto na parte neuromuscular, o que levou as Seções de Educação Física (SEF) da EsPCEX e da AMAN a criarem treinamentos específicos de fortalecimento muscular para essas militares. Desse modo, a SEF coordena e supervisiona essas sessões de treinamento, com o objetivo de, continuamente, desenvolverem essas atividades e proporcionarem sempre a melhor adaptação possível das mulheres durante a sua formação.
Todas as atividades realizadas pelas cadetes na EsPCEX e na AMAN passam por intensa coordenação e supervisão das diversas seções pedagógicas existentes nessas instituições, com o objetivo de, constantemente, serem desenvolvidas melhores técnicas e metodologias para que a formação das futuras oficiais combatentes do Exército Brasileiro seja no mais alto padrão possível.

As atividades militares realizadas durante a formação também foram objeto de estudos e adaptações, tendo sido, inclusive, incluídas oficiais oriundas do Instituto Militar de Engenharia e da Escola de Formação Complementar no quadro de instrutores. Todas as atividades foram acompanhadas de perto, tendo as cadetes apresentado um desempenho bastante positivo nas atividades militares da formação básica, apesar do número de lesões ter sido considerável, o que reforça a necessidade de uma preparação física que fortaleça a estrutura muscular das mulheres. Cabe ressaltar que todas as atividades durante a formação militar na EsPCEX e AMAN são realizadas de forma progressiva, ou seja, vão sendo dificultadas com o tempo, sendo as atividades militares realizadas nos cursos de formação da Infantaria e Cavalaria, por exemplo, bem mais desgastantes do que as realizadas nos dois primeiros anos da formação.

Todas as atividades realizadas pelas cadetes na EsPCEX e na AMAN estão sendo constantemente fiscalizadas e estudadas, com o objetivo de promover a melhor formação possível para as futuras Oficiais Combatentes do Exército Brasileiro.

Obviamente que a adequação e estruturação total da formação das Oficiais Combatentes do Exército Brasileiro demandará tempo, muitos estudos, pesquisas e avaliações por parte do Exército Brasileiro, o que, com toda certeza, já vem sendo realizado incansavelmente. Para as candidatas que pleiteiam, em breve, conquistar a sua tão sonhada vaga na EsPCEX, tenham a certeza de que ingressarão em uma instituição séria, comprometida e estruturada para lhes proporcionar a melhor formação possível, o que, aliás, é comprovado pelo reconhecimento internacional amplamente positivo das Escolas de Formação Militar das nossas Forças Armadas. Dediquem-se aos seus estudos e não esqueçam de se preparam fisicamente COM ANTECEDÊNCIA, seguindo um treinamento progressivo e que tenha por objetivo realizar um fortalecimento da sua musculatura tendo em vista a execução das atividades físicas e militares durante a sua formação. Muito já foi feito e muito ainda será, porém, uma coisa que fica clara, é que o ingresso das mulheres na formação militar bélica do Exército Brasileiro está sendo altamente benéfica para a nossa força e para a sociedade e que as Forças Armadas vem se desenvolvendo continuamente para promover para os seus quadros a melhor formação possível, confirmando assim a tradição militar de promover uma educação de qualidade, pautada em valores como patriotismo, civismo e respeito ao professor.


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