Porque decidir ser militar e como fui aprovada (minha história - parte 1)


Hoje vim compartilhar com você a minha história até ser aprovada na EEAR (Escola de Especialistas de Aeronáutica). Não para me vangloriar ou só mostrar minhas batalhas, mas para que você se inspire e pense: “se ela conseguiu, eu também consigo”. Seja você homem ou mulher, quero que minha história te motive na sua caminhada de estudo, que você leia esse texto e entenda que qualquer um é capaz.


Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


Eu nunca tive o sonho de ser militar, acredite se quiser, quando estava no Ensino Médio eu olhava para os meus amigos que já haviam tomado a decisão de qual profissão seguir e me sentia completamente perdida. Fiz vestibular para Nutrição na Universidade Federal da Juiz de Fora, passei e fiz matrícula para o segundo semestre. Mas o meu coração nunca ardeu por aquilo, nunca me vi no futuro exercendo naquela área.


Venho de uma família de pai militar e mãe professora, que graças a Deus nunca deixaram faltar nada na minha vida, mas eu sabia que seria difícil para eles me bancar por 4 anos em uma faculdade em outra cidade. Na verdade, eu nem queria que eles tentassem. Não era meu sonho.


Nesse caminho de indecisão, uma vizinha da época comentou comigo sobre a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Eu nunca tinha ouvido falar em nada da Força Aérea, mal conhecia sobre militarismo além das histórias de meu pai formado na ESA em 1994, que até então nem admitia mulheres.


Mas algo na minha vizinha me chamou atenção além do conhecimento sobre a instituição: era o brilho no olhar. Ela e contou empolgada sobre as possibilidades que eu teria, que a formação me proporcionaria, eu teria meu próprio dinheiro.


Decidi buscar mais sobre o concurso, fiz a prova no mesmo ano e vi que precisaria me dedicar para conseguir uma boa média e já sabia qual seria minha pedra no sapato (exatas, para que existem hein?! Rs). Conversei com meus pais, me matriculei em um cursinho e fui em busca de ter o mesmo brilho no olhar que ela.


No cursinho me deparei com muitas dificuldades. Eu nunca fui fã de exatas e não sabia como funcionavam as provas militares. Na minha cidade não havia curso voltado para a EEAR e cursos online práticos e completos como o Elite Mil nem sonhavam em existir (pareço velha contando, mas isso foi logo ali em 2012 rs).


Mas nada disso me fez desistir.


Eu dava aulas particulares de Português para um menino de 10 anos para não precisar do meu pai para comprar os lanches nos intervalos das aulas. Dei aula também para a filha da dona de uma academia e em troca ela me deixava malhar de graça para treinar para o teste físico.


Não tinha um ambiente perfeito, estudava na mesa da sala e rezava para o meu irmão mais novo colaborar com o barulho. Meus horários no cursinho eram completamente aleatórios, pois eu fazia na turma da ESPCEX somente as matérias que caiam na EEAR. Quando começava uma aula de matéria diferente eu saia, ia pra biblioteca estudar e voltada mais tarde para outra aula.


Entenda:

nada na minha frente eu permiti que me desviasse do meu objetivo, NADA. Eu estava no campo de batalha, só me restava lutar.


Naquele momento eu percebi quão importante é a organização nos estudos, o contato com pessoas que possuem o mesmo objetivo e o diferencial em ter um suporte adequado.


Aos poucos fui pegando o jeito do concurso, resolvi todas as provas anteriores possíveis, aumentei o nível dos exercícios e corri atrás de entender Física (a parte mais difícil de todas).


Eu amava Português e Inglês, passaria horas estudando aquilo, mas de nada adiantaria se eu as gabaritasse e não atingisse a média nas outras. Mais uma lição: é preciso encarar seus próprios monstros (e para cada pessoa eles serão diferentes).


Fui ganhando confiança, me sentindo mais preparada e chegou o dia de colocar tudo aquilo em prática.


Eu estava ansiosa, claro. Mas ao pegar a prova eu só tinha um objetivo ali: destruí-la. Literalmente, de corpo e alma, me empenhar em absolutamente todas as questões, não desistir fácil de nenhuma, lutar até o fim. E assim eu fiz.


Naquele momento eu não pensei na dificuldade em Física ou o quanto eu tinha tentado compreender eletrostática e fracassado algumas vezes até conseguir; ou ainda o quanto geometria espacial demorou a entrar na minha cabeça; eu só queria sair dali com a sensação de dever cumprido.


O tempo foi passando, o corpo cansando, a mente o tempo todo trabalhando. Parece injusto que todo o conteúdo que se estudou por tanto tempo tenha que ser provado em algumas horas. Mas eu tinha sede de vitória, eu tinha pressa.


E teve um sentimento que eu desejo que, se você ainda não o teve, passe por isso o mais rápido possível: sair de uma prova com a certeza de que foi bem.


Eu não sabia se seria o suficiente, mas quando eu encontrei meu pai no estacionamento após entregar a prova eu sabia que tinha vencido meus limites, e essa tinha sido minha maior vitória.

Sim, eu passei na prova escrita, obtive uma média suficiente para ser classificada, mas o que eu não sabia era que minha maior vitória tinha sido a superação das barreiras e dos obstáculos que eu tinha conseguido ultrapassar.


Sabe por quê? Pois vendo meu nome na lista de aprovados, mal sabia eu que seria apenas o começo das minhas batalhas para finalmente vestir minha farda azul. A parte mais difícil ainda não havia chegado.


Vou continuar esse papo contigo sobre minha história em outro texto aqui no blog, mas se posso com as palavras deste te dar dois conselhos seriam o seguinte:


1. Cada um tem seus próprios monstros. A vida adulta é assim, quando você derrota um pode ser que surjam outros vários, mas a recompensa de derrotá-los, (ahh essa recompensa!) é incrível.


2. Aceite o processo. Viva cada dificuldade com sangue no olho para passar por cima, pois certamente te fará maior e mais determinado.


E claro, não poderia de deixar o adendo de que sozinho tudo é muito mais difícil, ter pessoas ao seu lado que possam te ajudar trilhar esse caminho é extremamente importante. Eu não sei o que seria de mim sem todo suporte que tive, talvez não estaria aqui contando essa história que tanto me orgulho.


Por isso acredito no projeto do Elite Mil e que realmente podemos ajudar você a daqui alguns anos contar uma história como essa. Clique aqui, conheça nossos cursos e porque tudo que oferecemos pode te ajudar a ir muito mais longe.


Espero que minha história te motive a seguir em frente. Abraço.


FÉ NA MISSÃO.

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