Como lidar com a raiva? (Mautama, Coach Militar)


Recebo esta pergunta com uma certa frequência e acredito que um dos maiores desafios dos seres humano é gerenciar suas emoções e utilizá-las ao seu favor.


Com certeza, você já deve ter passado por situações onde sentiu raiva e neste texto, quer compartilhar com você uma boa notícia. Você pode utilizar a raiva de maneira positiva e direcionar esta energia para a concretização dos seus sonhos e objetivos.

Controlar nossas emoções em momentos de tensão faz parte de um dos aprendizados mais importantes na caminhada para atingirmos um estado de serenidade. A raiva é uma das expressões mais intensas de nossas emoções, pode ser exteriorizada, controlada, ou reprimida e em cada uma destas situações as consequências são diferentes.

Entender e aprender a lidar com as sua emoções faz parte do processo de crescimento e amadurecimento e, inclusive, vai determinar o seu desenvolvimento em outras áreas de sua vida, incluindo os estudos.

“Raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. Joanna de Ângelis aponta o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada. A raiva também pode ser um sentimento passageiro ou prolongado (rancor) e a expressão da irritabilidade e agressão humana”.


De acordo com esta definição, podemos perceber que a raiva é uma reação do ego, quando se sente ferido ou ameaçado, ou seja, a raiva é opcional. Podemos passar por todo tipo de teste e provação sem sentir raiva, desde que estejamos focados em nossa essência, o AMOR, pois somos todos filhos e filhas de Deus, o SER UNO, que é a realidade suprema. Quando nosso centro de atenção é o ego, ou os instintos mais básicos, como a sobrevivência por exemplo, podemos nos sentir ameaçados ou injuriados pela situação, o que pode ocasionar uma emoção de raiva, e suas reações muitas vezes são a violência e a intolerância.

A escala das emoções


Analisando esta escala vibracional, podemos ver que a raiva é um sentimento intermediário, que pode causar uma ascensão de energias ainda mais densas como: medo, culpa, depressão; ou pode causar uma queda vibracional quando estamos em estado de entusiasmo, alegria, liberdade etc.

A raiva pode até ser útil em alguns casos, para levar a pessoa de um estado de inação (depressão) para um estado de ação, de atividade. Uma pessoa que está deprimida não tem forças para agir, sente-se sem capacidade de resolver sua situação e depende totalmente de forças externas para conseguir mudar algo em seu campo vibracional. Se a mesma pessoa sente raiva desta situação, gera em si uma energia de ação, que mesmo sendo ainda de baixa vibração, lhe confere um poder pessoal de fazer algo, mesmo que seja alguma coisa ainda densa. Esta raiva pode ser usada para quebrar medos, limites, ódio, inveja, pois ao sentir raiva destas outras emoções, nossa tendência é querer deixá-las para trás.


Mas então, como faço para lidar com a raiva?


Existem muitas formas de lidar com esta emoção, e em minha experiência pessoal, tento aplicar quatro verbos para me ajudar a minimizar qualquer efeito que a raiva possa ter em minha vida. Perceber, controlar, transmutar e exteriorizar, nesta sequência, são as ações que empreendo para dominar esta energia e extrair dela os melhores aprendizados.


1. Perceber: a primeira coisa que devemos fazer para lidar com a raiva é expandir nossas percepções, e reconhecer quando esta emoção surge. Devemos então, refletir sobre as origens, os motivos e analisar o porquê desta emoção estar presente, quais seriam os seus significados. Quando percebemos que sentimos raiva, damos o primeiro passo para controlar os seus efeitos.


2. Controlar: depois que percebemos a raiva, podemos então controlar suas vibrações. Este controle é fundamental para que a raiva não se transforme em agressões físicas ou verbais, exige muita força de vontade e determinação da pessoa, para transcender as percepções de seu ego. Para quem tem algum conhecimento dos chacras e já despertou as percepções da energia vital na coluna vertebral, o processo de controle é buscar fazer com que as energias condensadas no plexo solar e nos chacras inferiores seja direcionada em sentido ascendente, para o coração, onde serão transmutadas em paz e AMOR. As orações e invocações espirituais são formas muito intensas de controlar a raiva, pois nosso ego se sujeita a ação de forças “superiores”, agindo com humildade e fé, automaticamente as emoções entram em estado ascendente, trazendo conforto imediato e evitando consequências mais sérias.


3. Transmutar e Exteriorizar: Em algum momento depois que sentimos a raiva, devemos transmutar esta energia em outra. Sabemos que no campo de energia nada se destrói, tudo se transforma, então esta mesma raiva tem que ser transformada em algo positivo, como uma ação, um aprendizado. Para que esta transmutação ocorra sem repercussões negativas em nossos corpos devemos exteriorizar esta energia. Na maioria dos casos que ocorrem violência verbal ou física, esta raiva foi exteriorizada de maneira precoce, sem ter sido transmutada em energias mais refinadas para então ser liberada no universo. Para transmutar a energia da raiva devemos primeiramente controlar seus efeitos mais densos, e depois agir fisicamente para dissipar este acúmulo energético. Exercícios físicos são uma das soluções mais eficazes para liberar esta raiva contida. Corrida, caminhada na natureza, natação, bicicleta e muitos outros exercícios aeróbicos ajudam a fazer com que nosso metabolismo se liberte das “toxinas emocionais” que a raiva ocasiona. Esportes como musculação e treinamento de força, parecem ter efeitos especiais sobre a raiva, especialmente pela grande quantidade de energia requerida para os exercícios, em que a raiva pode ser transformada como força. As artes marciais também são mundialmente reconhecidas como esportes que ajudam a controlar a raiva, e a assumir o controle desta energia, utilizando-a para adquirir força, autoconfiança, disciplina e retidão.

Sabemos que no campo de energia nada se destrói, tudo se transforma, então esta mesma raiva tem que ser transformada em algo positivo, como uma ação, um aprendizado.

Esta etapa de transmutação e exteriorização é fundamental, pois se a energia da raiva for reprimida, pode gerar sérias consequências no metabolismo, iniciando processos de enfermidades, especialmente na região dos rins, do fígado e do estômago. Ao exteriorizar esta energia transmutada, garantimos a prevenção de qualquer tipo de enfermidade e ainda utilizamos a experiência da raiva para gerar novos aprendizados, aumentando nossa compreensão e compaixão com os diversos desafios evolutivos que a humanidade enfrenta.

Como vimos desde o princípio da resposta, a raiva é opcional, então, que possamos fazer que toda emoção de raiva que exista em nós seja transmutada em alegria e plenitude, em paz, refletindo em nossas vidas aquilo que verdadeiramente somos, o AMOR.


Mautama Krishnarabi

Coach Militar


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